Vargas Sensei

002Nascido às 6h40min do dia 10 de fevereiro de 1950, recebeu o nome de seu pai, Roque Cruz Vargas, um líder sindical que sonhava com a igualdade entre os homens e que morreu sonhando com esse ideal. Começou a trilhar o caminho das artes marciais aos 12 anos no judô, sob a orientação de seu primeiro mestre, Sensei João Graff, ao qual é extremamente agradecido por ser a primeira pessoa a lhe falar sobre o caminho do Aikido.

Aos 15 anos, assistindo a um filme “super 8” de uma demonstração com “O Sensei”, Grão Mestre Morihei Ueshiba, ficou profundamente impressionado, o que o levou a determinar como objetivo dedicar sua vida a este caminho tão logo encontrasse um verdadeiro mestre. Este mestre demorou alguns anos a surgir no caminho de Vargas Sensei. Enquanto isso não acontecia, ele continuou seu caminho pelas artes marciais, com graduação em Judô (Campeão Estadual Juvenil do RS em l965), em Shorinji-Kempo (o qual ajudou a introduzir no Rio Grande do Sul em 1970) e com passagem pelo Karatê e Kung-Fu.

Fez parte do primeiro grupo de onze aikidoistas que auxiliaram em 1988 a introduzir o Aikido no Rio Grande do Sul, atualmente este grupo está reduzido a apenas três bravos remanescentes, além de Vargas Sensei, o Aikido no Rio Grande do Sul conta, desde o principio, com a dedicação de Nadia Pesce da Silveira e Omar Roesler, que com solidariedade e brilhantismo, auxiliam de diversas formas na continuidade desta missão.

Vargas já vem, há mais de 50 anos, se dedicando à prática e ao ensino das artes marciais, da filosofia Oriental e dos métodos de terapias alternativas para uma saúde mais plena. Ministrou aulas de Judô no Esporte Clube São José e na ACM. Seu esperado Mestre e “Senpai” no Aikido não surgiu na figura de um mas de dois mestres, Sensei Roberto Maruyama e Shihan Reishin Kawai – o introdutor do Aikido no Brasil. Esteve em 1997 na Sede Mundial, em Tókio e Hiroshima, no Japão, fazendo estágios, cursos e seminários em Aikido. Em 2001 ministrou curso de defesa pessoal aos monitores da FEBEM, atual FASE. Em 2003 e 2004 ministrou curso de defesa e de técnicas de imobilização a turmas da Guarda Municipal de Porto Alegre. No segundo semestre de 2005, ministrou curso de defesa pessoal, baseado em técnicas de Aikido, com ênfase no controle, imobilização e condução no trabalho policial, para os alunos do Curso de Formação de Capitães para a Brigada Militar, da Academia de Polícia Militar do Rio Grande do Sul.

Paralelamente às artes marciais, Vargas Sensei dedicou mais de 40 anos de sua vida também a estudar e trabalhar com terapias alternativas, possuindo formação em Raja-Yoga, Tantra, Shiatsu em 3 diferentes sistemas, moxa-terapia, bioenergética e reflexologia, além de Seita (Quiropraxia Japonesa). No seu histórico de pacientes passaram pessoas ilustres, como a atriz Dina Sfat, o cantor e compositor Bebeto Alves, a escritora e nutricionista Herta K. Wiener, o escritor Eduardo Bueno (Peninha) e também o introdutor do Zen-Budismo no Estado, Monge Moryama Roshi. É divulgador e praticante do Budismo, com vivência em mosteiros na Argentina, no Brasil e, como visitante, no Japão em 1997.

Vargas Sensei tem atualmente a graduação de 6º dan, grau concedido pelo Hombu Dojo, Japão (entidade máxima do Aikido, no âmbito mundial), e é o responsável pelo Aikido no Estado do Rio Grande do Sul, por designação de Shihan Kawai (União Sul-Americana de Aikido e Hombu Dojo – Japão). Todos os praticantes de Aikido no Rio grande do Sul, direta ou indiretamente estão vinculados a ele. Os Dojos vinculados a Vargas Sensei estarão sempre abertos a todos aqueles que queiram praticar o verdadeiro e tradicional Aikido, desde que obedecendo aos princípios gerais ditados pelo Hombu Dojo.

Vargas Sensei é o Dojo Sho do Dojo Central da região Sul e Presidente do Instituto Sul-brasileiro de Aikido (INSBRAI), entidade criada em 2005, com a finalidade de popularizar e facilitar a divulgação do Aikido e de suas filosofias, auxiliando e dando apoio a novos Dojos na região sul, bem como levar o conceito transformador do Aikido às crianças, desenvolvendo trabalhos com crianças de comunidades carentes, além de tornar acessível aos agentes da segurança pública, todo o potencial neutralizador das técnicas do Aikido, bem como a sua qualidade de ferramenta de negociação.